Ter de encontrar o Paraguai nas quartas de final da Copa América, quinta-feira, em Porto Alegre, faz o Brasil relembrar os dois últimos encontros com o rival nesta fase da competição e temer os pênaltis. A seleção foi eliminada pelo adversário em 2011 e 2015 após perder seis cobranças nesses duelos, um aproveitamento muito ruim e que preocupa o time atual.

Nesta fase do torneio, as partidas serão decididas nos pênaltis se houver empate no tempo normal. Só haverá prorrogação a partir da semifinal. Por isso, o Brasil está atento à possibilidade de o Paraguai jogar na defesa e tentar levar a definição para as cobranças, fundamento bastante praticado nos treinamentos da equipe brasileira em Porto Alegre e outras cidades e motivo de atenção de Tite.

Apesar da importância dos jogadores em seus clubes, nenhum deles é o batedor oficial. Philippe Coutinho, por exemplo, fez quatro gols de pênalti na última temporada pelo Barcelona, mas só tem a chance de cobrar quando Messi não está em campo. O mesmo ocorre com Gabriel Jesus. Manchester City tem o argentino Agüero como cobrador. O brasileiro, ainda assim, marcou quatro vezes pelo time. Porém, ele perdeu pênalti contra o Peru, no último sábado.

“A gente sempre bate cinco ou seis pênaltis depois dos treinos. Isso é importante para te dar confiança”, afirmou Coutinho. O jogador converteu nesta Copa América a cobrança diante da Bolívia, na abertura. “Temos vários batedores bons. O Gabriel, o Firmino e o Richarlison também batem bem”, completou.

Por outro lado, o goleiro Alisson vive grande fase na carreira. O jogador do Liverpool passou 27 dos 51 jogos da última temporada sem sofrer gols e acabou premiado como o melhor da posição no Campeonato Inglês. Nas últimas sete partidas disputadas, ele não foi vazado.

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